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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Eu até gosto de tirar fotos, mas...

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Sempre tem um mas, né?
    Fotos, para mim, têm um valor. Não sei se sentimental, material ou só é um valor sem conteúdo. Cismo em guardá-las para mim. Eu gosto de guardar coisas, o que é um belo de um problema. Sentimentos, papéis, pedaços de tecidos, caixinhas de perfumes, tampinhas de garrafas e... fotos.
    As fotos podiam estar feias, com uma péssima iluminação, péssimo enquadramento e qualidade, mas isso era mais antigamente, quando eu tinha os meus 11 ou 12 anos. Eu tirava foto (a maior poker face da história), mas não apagava. Com isso eu posso dizer que foi aí que se tiveram os indícios do início da minha paranoia. "Eu não posso apagar essa foto pois eu nunca vou tirar outra igual", era o que eu pensava - e a memória do meu celular ia acumulando com as minhas horrorosas fotos. Tá, eu me questiono o motivo para manter um monte de imagem feia no meu celular e tento me responder com isso: a foto capturou um momento único e que nunca na vida ele se repetiria. E eu matinha esse momento único (eu fazendo carão com três níveis de testa, cara emburrada, pele oleosa e QUE EU REALMENTE NÃO TINHA GOSTADO DA IMAGEM PROJETADA) pelo único motivo de que aquele segundo foi eternizado. 
    Mas, então, a minha irmã pediu meu celular emprestado e acabou sofrendo um acidente de barco e o telefone virou o meio de comunicação entre os rios em que ela estava. :D
    E eu perdi as fotos. Olhando agora, fico até que surpresa por não ter tido alguma espécie de crise de ansiedade por não ter salvo as fotos. Enfim, foi uma fatalidade do acidente (minha irmã saiu ilesa do capotamento [????] do barco) e que bom não ter tido nenhuma crise de ansiedade PELA PERDA DE FOTO E NÃO PELA ~quase~ PERDA DE UMA IRMÃ. Estou me sentindo meio que um monstrinho agora. 3:)
    Voltando ao início: eu gosto de tirar fotos, contudo, contanto que eu esteja por trás da câmera e não na frente. Ai. Eu não me sinto bem olhando para as fotos, tenho um medo que os olhos sigam direções contrárias, que a minha testa triplique de tamanho, que o meu rosto consiga ficar mais largo que o normal e eu nunca consigo estampar um sorriso verdadeiramente genuíno. E é essa imagem que eu tenho refletida nas fotos em família. :(. Quando são as minhas mil e umas selfies, a parada talvez seja diferente, uma vez que eu tenho as opções de filtros, poses, posições e tudo mais, não é a situação da foto em família que todo mundo tem que se encaixar em volta de algo, ficar bem apertadinho, forçar um sorriso num situação quase que incômoda.
     Tirar fotos solo já foi bem mais fácil, e isso era quando eu tinha meu cabelo comprido e liso. E eu tinha a franja, que escondia a minha testa, o que fazia, para mim, ser o suficiente para a minha foto ficar boa. Eu só sinto falta dessas coisas: tamanho e a franja, pois eram com esses detalhes que eu tentava esconder minhas imperfeições nas fotos (cabelo comprido esconderia os braços largos e a testa seria estampada pela franja). De todo o resto, estou contente com os meus cachinhos. Infelizmente as minhas fotinhas não andam saindo tanto do jeitinho que eu gostaria pois foram vários anos cobrindo a testa com a franja e ainda estou me adaptando a estar sem ela. Lado bom é que é muito, muito bom ver a modelagem dos cachos estampando meu rosto. Digamos, com o cabelo liso, eu conseguia tirar 40 selfies que serviriam para as fotos de perfil do Whatsapp e Facebook. Já com o cacheado, tiro 10 selfies com muito choro. Ainda é questão de adaptação, ainda é...

URGENTE:
é raro acontecer isso.
de eu gostar da foto.

   Mas eu amo montar cenários para fotos. ♡. No meu Instagram têm algumas para o meu feed, são fotos dos livros com cenários, sejam eles enfeites (com cores semelhantes aos das capas dos livros) ou um fundo desfocado combinando com o livro. Eu me inspirei num estilista de Manaus muito talentoso, o Berth Bu.

    Ai, já enchi muita linguiça. Vamos direto ao ponto: eu não gosto de tirar fotos minhas para ficar postando em sites aleatórios e ponto final, falei!! Eu gosto de tirar fotos para que elas fiquem guardadinhas ali, em alguma pasta do computador ou em algum álbum (caramba, que old school isso, hein? Será que ainda tem pra vender?) e ao mexer aleatoriamente, encontrá-las e recordar momento atrás de momento, com aquela sensação de nostalgia. O Facebook acaba deixando essas lembranças meio que superficiais para. a. minha. pessoa. Gosto das minhas lembranças guardadinhas, quietinhas, minhas, lá no meu cantinho... sem que alguém vá lá revirar, "stalkear" e encontre algo meu, que deveria ser inocentemente íntimo, exposto ali.
    Longe de achar errado quem curte postar fotos em suas redes sociais. É, duh, um direito seu e se eu gostar da foto, curtirei com prazer. A questão é que eu não quero deixar uma foto minha a mercê de olhares a fim de ganharem curtidas, eu quero que elas sejam vistas (isso se forem um dia) e despertem alguma sensação de conforto e alegria. Como um abraço (adoro essa metáfora do abraço que remete algo bom e confortável e aconchegante e gostosinho).

obs: assim como a minha paranoia muito recorrente,
a minha autoestima andou se tombando muito esses dias
quero que isso mude... :(