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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Resenha | Lute como uma garota

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Estranho.

Enquanto crescemos com vários homens divulgando suas conquistas e sendo exaltados que abrimos nossa boca em um grande O quando sabemos a ideia inicial do Wifi foi idealizado por uma mulher (Hedy Lamarr, essa mesma mulher que fez a primeira cena de uma mulher tendo orgasmo nas grandes telas do cinema), ou que Zumbi dos Palmares teve uma companheira muitíssima ativa na luta contra a escravidão (seu nome é Dandara, que teve um fim trágico igual a de Bertoleza, de O Cortiço) ou que a primeira pessoa a ganhar dois prêmios Nobel foi uma mulher (Marie Currie). Mas é quase intrínseco sabermos que homens têm o passe livre para serem geniais de forma gratuita e descrença de vossas capacidades; a genialidade de um homem é comum, mas admitir a astúcia de uma mulher soa como uma surpresa. Por isso, fez-se necessário criar livros que listem algumas das várias incríveis mulheres com suas majestosas conquistas...

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Miss Representation: como a mídia não nos favorece

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O lado bom de fazer uma pesquisa científica voltada para o que eu gosto é que tudo que eu assisto pode ser uma fonte em potencial. Por isso, sem querer querendo, acabei assistindo ao documentário Miss Representation (2011) que apresentou como as redes televisivas e o rádio não colaboram para que as mulheres tenham voz e que não sejam resumidas a roupas sensuais e números de manequins.

sábado, 27 de agosto de 2016

nunca imaginei que seria sonho, mas é

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    Eu ando tendo um sonho muito recorrente. Surpreendentemente, eu sempre acordo triste pois ele não é real. Convenhamos que isso é comum, afinal, sonho quando é sonho, na maioria das vezes, diante do estado do sonhador, é irreal. Mas o que eu quero dizer é que esse sonho não deveria ser um sonho tão desejoso no auge dos meus 18 anos, de jovem solteira no auge da glória universitária.
    Esse sonho é de ser mamãe. OK, ele não é tão recorrente... hoje foi a segunda vez que eu sonhei com isso. E foi uma sensação tão acolhedora, gostosa, boa. Parecia que aquela companhia nunca teria fim, que o riso daquela neném nunca cessaria e o sorriso dela curaria qualquer dor ou ferimento meu.

(essa imagem é tão linda.. fonte: tumblr) 
A primeira vez foi comigo andando por uma rua movimentada a caminho do resultado da consulta do sexo do bebê. Eu estava grávida, acho que era uma barriga de uns seis meses e eu estava falando ou no telefone ou pensando alto. A pauta era o nome da criança. Ainda não tinha escolhido, ao que tudo indicava, para menino, seria Matteo (♡) e para a minha surpresa, eu que sempre tive os nomes para as minhas crias (isso é verdade), eu não tinha SEQUER pensado no nome feminino caso fosse menina - no sonho, é claro. Rapidamente veio Olívia na minha cabeça, mas então rejeitei a ideia, pois Lívia é o nome da cunhada da minha irmã e eu não queria que achassem que era um homenagem?????? Tá bom né. Então, eu acordei. E acordei bem, bem triste. Lembro que no sonho eu estava refletindo o quão gostosa era a sensação da gravidez, sentir a barriga te puxando pra frente, o peso e a pressão no tronco, mas ao mesmo tempo, parecia que eu estava flutuando. Acordei e fiquei triste por saber que eu não estava esperando um neném (ai, gente, eu sei, parece loucura).