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sábado, 2 de maio de 2020

Para superar o trauma que a escola nos fez ter

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Eu fiz um post perguntando quais livros nacionais eram os favoritos da galera que ali comentaria, muitos responderam que “gostavam de tal livro, contudo, a escola” meio que os traumatizou no que cerne esse assunto. Não mentirei, eu também tive episódios traumáticos quanto a isso; quer dizer, fui salva no 3º ano do Ensino Médio em que a professora de Literatura conseguiu nos contextualizar de algumas obras ali – e eu conheci a Raquel de Queiroz, a única mulher na lista de leituras obrigatórias de um dos vários vestibulares que eu faria naquele ano. Sem contar que, cursando Letras – Língua e Literatura Portuguesa/Brasileira, eu iria me deparar TODO SEMESTRE (claro, né?) com obras nacionais.

O Ensino Médio pode nos traumatizar de diversas maneiras (relacionamentos, amizades, autoimagem, conflitos pessoais e extras pessoais e por aí vai) e é capaz de tornar o hábito da leitura uma sentença de morte para muitos alunos. Isso é maléfico em diversos níveis, principalmente quando podemos perder o interesse e a oportunidade de conhecer autores incríveis e desconhecer as diversas histórias que eles podem nos contar (alguns nomes para vocês pesquisarem e se encantarem: Lima Barreto, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha, Martha Batalha, Natália Borges e tem uma infinidade desses mais). Pensando nisso, eu separei alguns contos – é o texto que tem começo, meio e fim em uma só leitura, é rápido e que apresenta poucos personagens, tudo o suficiente para ter dimensão da história e saber que rumo ela tomou – de autores brasileiros que conseguem, além de nos entreter, mostrar a profundidade prazerosa da leitura que só a Literatura Brasileira consegue nos conceder.

sábado, 12 de maio de 2018

Como a violência doméstica foi banalizada no final de “O Outro Lado do Paraíso”

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A novela tinha um grande potencial; propunha discutir a prostituição, trabalho escravo nas jazidas do Norte do país, pedofilia, racismo, e como tema principal envolvendo a protagonista, violência doméstica.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Racismo: Brasil, Manaus, meu bairro.

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Racismo: Brasil, Manaus, meu bairro.

Com a virada do ano, viralizou a fotografia de um garotinho negro sem camisa observando os fogos de artifício na praia de Copacabana. Surgiu uma enxurrada de comentários incitando uma “reflexão social” sobre, e é claro que a maioria, sem conhecer o contexto da situação ou a provável história do menino, já foi supondo que ele era uma criança pobre, favelada e abandonada. Sem espaço para demais interpretações acerca do retrato, foi essa aí que repercutiu.

Mas não é sobre a imagem que o post de hoje vai trabalhar. Quero dialogar sobre duas cenas que ocorreram nos ônibus do meu bairro, em Manaus, evidenciando o racismo em nosso cotidiano – e mesmo assim, as pessoas insistem em querer tampar os olhos acerca disso. Falam como se todo esse alarde não passasse de algo da nossa imaginação, mesmo tendo notícias diariamente comprovando que o preconceito racial, no Brasil e mundo a fora, é um fato, um péssimo fato.