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domingo, 7 de agosto de 2016

Sobre a Eufemística

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Senta que lá vem textão meio que confuso (e sem revisão hehe):

    Eu sempre gostei de escrever, era minha atividade favorita na Alfabetização, criar frases de acordo com a imagem, amei poder me deparar com uma realidade paralela a minha, entende? Abusar da criatividade. Era tão legal! Aaaah. Podia fazer com que as coisas tão sonhadas por mim, tornassem-se realidade. *cof cof namorar o Kendall do Big Time Rush *. Meu primeiro contato com a escrita (no sentido de criar histórias quase que profissionalmente) eu não sei qual que foi exatamente. Ou foi criando uma fanfic SUPER ULTRA ABSURDA do BTR ou era o roteiro mais sem-pé-nem-cabeça de um filme que eu jurava que iria ganhar o Oscar um dia e eu não queria perder detalhe algum da história, por isso a escrevi da forma mais tosca - porém satisfatória na época - possível.
    Eu sempre gostei de ler e isso foi algo que eu fui notar bem tardiamente. Antes, achava que leitura era exclusiva de romances e livros de histórias fictícias. Maaaaaaaas, em uma análise, vi que eu lia bastante. Não era de ler contos de fadas (mas tive todos os possíveis aqui comigo, é claro <3), mas me alfabetizei praticamente a base dos gibis da Turma da Mônica, lia dezenas de exemplares mensalmente, tanto que a minha coleção é de umas 350 edições, lia alguns livros didáticos das minhas irmãs mais velhas (inclusive um de educação sexual aos sete anos, em que eu aprendi tudo sobre puberdade, vida sexual, prevenção, DSTs e gravidez com uma leitura em uma tarde com esse livro, e eu NÃO me traumatizei, juro).
    E em seguida, um pouquinho mais velha, passei a ler aquelas revistas teens do momento. Atrevida, Capricho, Toda Teen, Atrevidinha (fui assinante por um ano dela!) e mais outras que eu não lembro os títulos, tive dezenas de posteres de artistas que eu não gostava nem um pouco, aliás. Deixei de lê-las por notar que algumas reportagens eram bem toscas ou muito repetitivas, exemplo disso era a Atrevidinha, que no tempo em que eu era assinante, Justin Bierber ou algum artista da Disney era a capa dela a cada três meses. E eu sequer era fã deles.
    Mas quando a minha assinatura acabou, o Big Time Rush foi capa dela. :'D. E eu só comprava essas revistas pois queria ler algo sobre eles. (Ou Harry Potter).  (Ou Glee). Tudo bem, as dicas de roupas eram bem legais, pena que eram de lojas que não tinham aqui em Manaus (e eram muito, muito caras). E as dicas de "como beijar" ou "como conversar com o seu paquera (na minha época não era crush...)" não faziam meu feitio, eu não tinha nem auto estima pra isso e nem interesse, por incrível que pareça.

    Então ocorreu algo que despertaria meu interesse para todo e magnífico sempre: minha amiga havia comprado um guia de férias da Atrevida e em alguma das páginas tinha umas indicações de livros. Eu já tinha lido alguns livros pois eu queria ser atriz e a minha irmã mais velha falou que todo ator tem que ler bastante e tá. Li até o terceiro livro de "As Crônicas de Nárnia" e levei nove FUCKING meses para ler "Crepúsculo", mas nada que tenha feito eu ficar de boca aberta pra literatura. Tinha gostado de Nárnia? Muito! Mas não foi com ela que o meu ingresso no mundo da leitura foi catapultado. Um dos livros sugeridos era um da Meg Cabot, "A Rainha da Fofoca". Eu tinha simplesmente amado o clima de "Sessão da Tarde" que aquela mini sinopse na revista sugeria e a capa do livro era tão colorida! Aporrinhei minha família para conseguir comprá-lo e no meu aniversário, eu finalmente o ganhei. Minha irmã tinha me dito que talvez, talvez aquela leitura não fosse a recomendada para alguém do 7º ano. Então... bom... verdade, minha irmã. "A Rainha da Fofoca" fala abertamente sobre sexo, com termos que eu nunca tinha visto serem usados para pênis e com uma cena poeticamente explícita de uma transa no final do livro. Não que eu tenha ficado chocada (eu ri em todas essas cenas), fiquei desconfortável pois não era algo em que eu estava habituada (qual é! Meu contato com informações sexuais se limitaram ao livro didático e com as perguntas e respostas que vinham na Atrevida!), mas o que meio que me decepcionou na leitura foi que o livro não narrava uma aventura adolescente e bobinha que eu estava esperando. Aliás, esse continua sendo meu foco na busca de leituras: histórias palpáveis a minha realidade, com um enredo gostosinho e bobinho.
    Eufemística é variante de uma das minhas palavras favoritas no mundo: eufemismo (ato de suavizar uma mensagem desagradável). Não que eu seja a maior adepta de eufemismos do Brasil, mas a intenção dessa figura de linguagem é tão impactante. Não precisamos ser desagradáveis sempre, sacou? Então é algo que eu tento me lembrar todos os dias.
    Olá, eu sou a Kethycia Maria da Silva Lira, tenho 18 anos, sou de Manaus -AM e estou aqui para poder fazer uma dissecação de quem sou eu. Seja bem-vindo.