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terça-feira, 19 de junho de 2018

#PrideMonth – Livros LGBT+

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Fonte: blog pausadramatica


            O mês de junho é considerado o mês do orgulho LGBT+ devido às grandes revoltas contra a legislação anti-lgbt que imperava nos EUA – coisa de fazerem lobotomia, castração e outros diversos métodos em busca da incoerente cura gay. Manter relacionamentos homossexuais nos EUA, até 1960, poderiam levar a prisão perpetua. Junho foi o mês essencial para que pessoas LGBT+ pudessem se impor e buscar seus direitos como cidadãos e a liberdade para amar quem o coração deles escolhesse, de forma consensual e apaixonada. Passeatas, protestos, paradas e muita porradaria abriram alas para a luta LGBT que até hoje está ascendendo e, infelizmente, lutando por direitos básicos (como o casamento civil de forma legal, o direito de andar de mãos dadas em público, registrar o nome de dois pais ou duas mães na certidão de nascimento dos filhos, adoção e outros mais).

            A fim de divulgar e enaltecer a diversidade, o amor e a literatura, separei alguns livros para cada letra da sigla para a postagem de hoje. Boa leitura





L(ésbica): Amora, livro finalista do Prêmio Jabuti de 2016




Autora: Natália Borges Palesso
É um livro de contos que abraça toda a poesia que envolve a lesbianidade. Foge da sexualização e da fetichização que tanto persegue moças lésbicas. Aqui conhecemos meninas que estão se descobrindo e vemos mulheres que estão sofrendo com a dor do término, além de representar as mulheres lésbicas que estão entrando na velhice. Diversificado, forte, poético e amável (e é obra nacional, tá pra ti?).

Outros livros nacionais que representem o L e que foram escritos por autoras mulheres: Carta a uma paixão simples da Dara Bandeira e O ano em que morri em Nova York da Milly Lacombe.


G(ay): Garoto encontra garoto, do David Levithan



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Esse é considerado o primeiro livro young-adult com um protagonista gay. O livro é muitíssimo leve e, na verdade, chega a ser utópico o ambiente ali proposto, afinal, tudo é literalmente numa boa. Mas sabe? É um livro que coisas boas acontecem, coisas felizes e os personagens ali, tanto héteros quando LGBT+ se dão muito bem, alguns chegam a ser aliados.
O Paul é um dos meninos populares da escola e já teve alguns relacionamentos muito falhos, mas o garoto dos sonhos dele é o mais novo novato na escola e eles começam a se paquerar... Só que o Paul vacila bastante (cof cof, coisas mal resolvidas com ex) e o enredo ronda em volta da reconquista. Drag queens como quarterbacks, héteros amigos das gays e esteriótipos quebrados fazem parte dessa comédia-romântica gay maravilhosa, pois então, apreciem: Garoto encontra Garoto.

Outros livros que contam com protagonistas gays: o mega popular Com amor, Simon, da Becky Albertalli (é uma comédia-romântica não tão utópica quanto a indicação principal) e Quinze Dias, romance nacional do Vitor Martins que além de trabalhar com um personagem gay, contamos com um personagem gay e gordo como protagonista!  

B(issexual), os vários personagens da Anne Rice

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A Anne Rice é conhecida como a Rainha Vampiresca, todos os seus personagens carregam uma grandiosa construção, tanto de desenvolvimento psicológico quanto histórico (dentro da obra e na construção deles mesmos). E uma coisa é inegável: essa fantástica mulher constrói seus personagem de ponta a cabeça e não deixa, de modo algum, falta nenhum detalhe... inclusive a sexualidade de cada um. Vários personagens da autora como Louis, Armand, Gabrielle, entre outros e principalmente: Lestat. O livro em destaque traz de volta o emblemático personagem mais amado e odiado da autora. Aqui, neste enredo, será trabalhada a crise que circunda o mundo vampiro em que eles estão sendo caçados, queimados e perseguidos. E caberá a Lestat conseguir controlar isso. Podem ir ler Anne Rice e suas Crônicas Vampirescas, pois aqui, os vampiros são sanguinários e viram só o pó em qualquer contato com o sol.

Outros livros da autora: Entrevista com o vampiro (um clássico, não é mesmo?) e Cristo Senhor

T(ransexualidade): Apenas uma garota, da Meredith Russo

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As meninas do DeliriumNerd descreveram o livro assim: Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

Outros livros que abordam a transexualidade: Meu nome é Amanda, da amada Mandy Candy, A Arte de Ser Normal da Lisa Williamson e Orlando, da aclamadíssima Virgínia Woolf

+ (Engloba toda a comunidade Queer): Todos, nenhum, simplesmente humano, do Jeff Garvin



Imagem relacionada

Esse aqui trabalha com um personagem que se declara gênero fluído, e para quem não sabe, a pessoa gender fluid é aquela que transita entre os dois (ou mais) gêneros conhecidos... é um assunto bastante novo e igualmente polêmico. Segue uma breve sinopse disponível no Skoob:
“A primeira coisa que você vai querer saber sobre mim é: sou menino ou menina?”
Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso.
Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo.
Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix.
Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.

Interessante, não?