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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

a volta em que se fala da faculdade

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                Faz muito tempo que eu não entro aqui, huh? Mas tudo bem, uma hora ou outra as coisas podem voltar, recomeçar, ganhar uma nova perspectiva e tudo o mais, o que não podemos deixar é que algo que nós gostamos tanto de acabar ou parar ou MORRER porque não temos tempo ou seja lá o motivo, como o meu de tempos atrás que era não ter computador. Pois bem, continuo sem computador, mas meu namorado tem um e olha que legal: ele tem Word! Posso escrever lá, meu namorado deixa e o meeeeu namorado é bem legal. Pois é, agora eu tenho um computador e tenho um namorado que empresta esse computador para mim.

                Há um ano, período mais ou menos que eu postei o último texto aqui do blog, eu estava na mais completa merda. Isso mesmo, sem eufemismos ou outra palavra que possa expressar isso melhor, eu estava na fase mais cocozenta da minha vida naqueles 18 quase 19 anos. Mas nossa, muita coisa de lá para cá mudou. Inclusive e principalmente, eu mesma.

                Mas o texto de hoje é para fazer um mero desabafo sobre a faculdade. Já fiz um parecido, mas na época eu tinha 17 anos e ainda estava na escola e não tinha tanta noção da cabeça humana como eu tenho agora. Não que eu tenha muito agora, né. Mas de quase três anos para cá, muita coisa mudou, principalmente... tudo.

                Há um ano, mesmo muito bad e passando por uma fase difícil, eu absolutamente amava a minha faculdade e era louquinha, louquinha pelo curso, simplesmente amava todas as disciplinas e não via outro lugar senão a faculdade para ser o meu lar.

                Well, muitas coisas mudaram. Certo, ainda amo meu curso. E beleza, ainda não me vejo em outro curso. É só que...
  •        Em plena Universidade,onde todas as pessoas são adultas, um grupinho que eu tentei fazer parte começou a me tratar mal porque não queriam mais serem meus amigos. Direito deles não quererem serem meus amigos, como disse o meu namorado, quem perde são eles. Mas... esse tipo de atitude, cortar uma ideia, desmoralizar um assunto ou menosprezar sua fala não deveria ser atitude de quem é adulto. A última vez que eu vi um grupo de amigos fazendo isso foi no ensino fundamental. 7º ano. E segundos depois, todo mundo estava conversando junto. Mas como estamos na faculdade, nossas personalidades já estão moldadas e eu fiquei chateada com isso mesmo porque logo em seguida, vieram com um papinho para fazer com que eu me sentisse culpada. Mas, ah! Que se dane. Minha mãe (já que é para seguir a atitude infantil de certos @) disse que eu estou lá para estudar, não fazer amigos. Uma pena seria não estar conseguindo fazer os dois... risos nervosos eternos.

  •   Ninguém parece enxergar a magia que uma licenciatura carrega. É uma pena estarmos tão absortos na ideia da melhor nota, do coeficiente mais alto, que esquecemos que um dia, lá no futuro, estaremos ensinando e deveríamos ser contra a essa ideia de alimentar a ideia de que o conhecimento, a sabedoria, a inteligência pode ser (ou que deve ser) medida por notas. Eu sei que também não é para avacalhar, é bom termos uma notinha ok e tal, mas para quê, OH DEUS, priorizar nosso conhecimento em uma fucking nota? Mas chateia eu não ligar pra nota, e, pindarolas, eu fico chateada quando eu não alcanço algo tão legal. Eu tenho noção do meu potencial, ok? Mas não sei o que faz eu me afligir tanto ao ponto de não me achar capaz de fazer qualquer coisa bem. Voltando os conselhos da minha mãe, eu penso em uma prova que eu não fui tão bem (eu até que fui, mas a nota não foi tão alta para o meu desempenho durante as aulas), mas então: eu virei para a mamãe, reclamei da nota e falei a pontuação. Então ela simplesmente riu e fez algumas perguntas, das quais se sucederam no diálogo:

– Ué, você aprendeu?
– Sim.
– Qual a média?
– Essa aqui.
– Então você está muito bem, o importante é você aprender e conseguir a média.

 E não é que é isso mesmo? Não só de conseguir a nota e só passar, mas aprender é mais importante que uma nota. Aquele valorzinho que aparece lá no Portal do Aluno não passa de status. :)
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  •  A faculdade é mesmo uma guerra de egos e isso me deixa bem tristonha, meu. Ou é aquela luta para ser o melhor da sala (e ai dos alunos que se sentem intimidados com a monopolização de participação) ou é aquela pela popularidade entre os cools da comunidade da Universidade que sabe-se lá o que estão fazendo lá, menos estudar.

E num sincero desabafo, o que me faz continuar na faculdade é o sonho de poder ensinar toda uma gama de pessoinhas (tentarei com um trabalho muito árduo gerar um conhecimento que possa ser compartilhado) e viver no mundo da literatura ao trabalhar com Editoras.

Estou de volta, meu lindinho blog.
Com muito carinho,
Ket.