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sexta-feira, 2 de março de 2018

#LeiaMulheres - Fevereiro

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LEIA MULHERES – FEVEREIRO

Eu não esqueci. Apenas... atrasou.

CONTEXTUALIZANDO: #LeiaMulheres é uma campanha em prol à divulgação e leitura de obras escritas por mulheres. O mercado editorial ainda publica e consagra muitos homens, sem que haja espaço para as mulheres também se destacarem. Com esse movimento (#), carregamos conosco a luta de divulgar mais o trabalho de mulheres escritoras!
Todo final de mês teremos, aqui no blog, uma lista de 5 obras escritas por mulheres!




1 – Felicidade Clandestina, por Clarice Lispector



Ano de publicação: dessa edição, 1998

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Do que se trata? O livro é uma linda coletânea de contos que abordam os mais diversos assuntos, desde o conceito de amizade, família, auto estima, resiliência e maturidade. O conto que nomeia o livro aborda a paixão de uma garotinha pela leitura e a vontade dela de ler um livro em especial. Entretanto, há a recusa de empréstimo pela dona, apenas como o intuito de torturar a amiguinha com a esperança de ceder o livro ou não. Parece ser uma premissa bastante simples, sem maior profundidade, mas a autora é a Clarice Lispector e ela conseguiu transformar essa história em outros níveis de interpretação e emocionais.

2 – Fim, por Fernanda Torres



Ano de publicação: 2013

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Do que se trata? Este livro não nada que faça valer comentários negativos. Uma narrativa singela, líquida e leve, a leitura é recheada de conteúdo e personalidades. Cada capítulo é dividido por um ponto de vista, seja ele a autora, os amigos protagonistas ou algum parente ou conhecido da história. Havendo tal oscilação narrativa, era de se esperar alguma confusão ou se avistar com a semelhança no discurso, e surpresa, não há isso. A história vai te fisgar, fará você sofrer, rir, sentir saudades de uma época que você nunca viveu. Companheirismo, vingado com a inveja, insegurança e amor. ‘Fim’ tem como núcleo a morte, mas a vida que é a protagonista!

3 – Precisamos falar sobre o Kevin, por Lionel Shriver

A primeira vez que eu vi o livro, foi na Bienal do livro aqui no AM, e eu fiquei com medo (foi a edição preto em branco).


Ano de publicação: 2007
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Do que se trata? O livro é construído por meio de cartas da Eva ao seu marido, Franklin. Nas palavras escritas, ela faz uma retrospectiva desde a construção do romance perfeito dos dois até o momento em que tudo começa a desmoronar, em discussões e no divórcio deles. Nas cartas, Eva revela seus sentimentos e desabafa, de como sua vida mudou bruscamente quando eles decidiram ter o primeiro filho, Kevin, que ativa todos os problemas da família e, antes de completar 16 anos, ele faz um massacre em seu colégio, matando colegas e funcionários da Escola e a principal motivação para escrever as cartas; afinal, depois do massacre, todos caíram em cima dela, como a culpada por tudo. Eva tenta entender o que acontece e o livro consegue abordar, dentro dessa narrativa, maternidade compulsória e como toda uma sociedade têm como impulso, culpabilizar a mãe por toda e qualquer atitude que um filho toma.

4 – Boa Noite, por Pam Gonçalves



Ano de publicação: 2016

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Do que se trata? Alina está fazendo o curso de seus sonhos: Engenharia da Computação. Ela carrega consigo muitos sonhos, projetos e tem a ideia de poder construir uma nova versão dela mesma nessa nova fase de sua vida. Assim, deixa para trás a sua antiga versão nerd e tímida e agora adota uma postura mais ousada e madura. Contudo, a faculdade não é nem sempre essa promessa que todos fazem. Lá ela encontra uma série de desafios, entre elas se provar boa o suficiente dentro daquele curso de maioria masculina e uma série de relatos sobre assédio sexual e estupros.

5 – Os dois mundos de Astrid Jones, por A.S. King



Ano de publicação: 2015

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Do que se trata? Astrid tem uma vida pacata, é uma adolescente como qualquer outra, estuda, trabalha meio turno e é bem comum, para aquela cidade pequena em que vive. A não ser que: ela seja lésbica e não sabe bem como lidar com isso e nem como se assumir. O livro trabalha identidade, orgulho e autoconhecimento, com boas doses de humor e um toque de realismo fantástico que todo mundo gosta e aprova.